 |
Camila Caringe - My Blog
Como você sabe que sabe e que diferença isso faz?
|
Bem, você deve saber que sua mãe te ama/amou e isso provavelmente é tido como certeza. Mas, se você tem irmãos, deve imaginar ou sentir que ela gosta mais de um de vocês. Um estudo do biólogo norte americano Frank Sulloway apontou que 87% das mães admitem que amam mais o filho caçula. Imagino que se você não é o filho caçula deve estar 13% egoicamente preocupado agora. Mas isso é o mesmo que sua certeza sobre o fato de que o Everest é o ponto mais alto do mundo. Obviamente você não foi lá medir. Então, como você sabe? De onde vem a certeza? E se você descobrisse, por exemplo, que todas as suas certezas são frágeis o bastante a ponto de você perceber que não sabe de absolutamente nada, porque nada é certeza, mas suposição, especulação e tentativa? Vamos supor que sua mãe te ame mais, ou te ame menos. O que muda se você tiver certeza sobre isso? Alguma certeza é capaz de tirá-lo da normóse? Ou são as certezas que o colocam nesse estado? Ou a falta delas? Ou a impossibilidade delas? Ou o não-saber o quê são elas e o quê é normóse?“A normóse, ao lado da psicose e da neurose, é a doença que torna medíocres os seres humanos, conduzindo uma vida sem meta, sem fulgor, sem paz, sem significado, sem vigor, sem criatividade, sem felicidade, sem aquilo que em verdade poderíamos chamar euforia. Um normótico é o tipo engendrado pela coletividade, por ela condicionado, e dela dependente. É o tipo tido por normal na sociedade em que vivemos. Normótico é o mesmificado, que, sempre buscando ajustar-se ao coletivo, perde sua identidade e faz todas as concessões aderindo à dança dos modismos que se sucedem.”
|
|
| November 2, 2009 | 3:11 AM |
|
You must be logged in to add tags.
|
 |
|
Latest Posts
Monthly Archive
Change Language
Friends
17336 views
|
 |